O DRE e o Balanço Patrimonial na análise de uma empresa




É comum que quem comece a investir na bolsa de valores fique um pouco “perdido” em relação a por onde começar e qual a melhor forma de investir.


Alguns vão procurar estudar análises técnicas para se aventurar em day-trades. Outros, vão preferir investir no valor das empresas e ter a certeza da solidez de seus investimentos.

E, dentro da linha fundamentalista, surge a principal dúvida entre os iniciantes: como avaliar uma empresa?


Nesse artigo vamos apresentar duas demonstrações contábeis que podem ser uma primeira análise da situação da companhia que se deseja estudar. São elas a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) e o Balanço Patrimonial.





A DRE consiste em uma tabela onde são evidenciados os resultados alcançados pela empresa ao exercer suas atividades em um determinado período.

Na imagem que segue, temos um exemplo divulgado pela Petrobras para os anos de 2017 e 2016:

Com uma simples observação da tabela já podemos notar (no campo Lucro/Prejuízo Consolidado no Período) que a Petrobras saiu de um resultado negativo de 13 bilhões de reais em 2016 para um lucro de 377 milhões no ano seguinte.


E o que levou a toda essa diferença? Entre alguns fatores podemos destacar o campo de Despesas/Receitas Operacionais, com uma redução em torno de 20 bilhões de reais de um ano para outro.


Já o Balanço Patrimonial demonstra a situação econômica em que a empresa se encontra. De forma simplificada basta dizer que apresenta os bens que a organização possui (Ativos) e quais são as obrigações devidas (Passivo).


Ativo e Passivo são também subdivididos em circulante e não circulante. Ativo circulante são os bens e direitos com liquidez imediata, um exemplo é o dinheiro em caixa. De outro lado, ativos não circulantes são aqueles que não podem ser liquidados imediatamente, como equipamentos e imóveis. A mesma divisão se dá no passivo, de forma que o circulante são as obrigações imediatas, como salários. E o não circulante são pagamentos realizáveis a longo prazo, como empréstimos e financiamentos.


Um exemplo é mostrado a seguir para a Vale:


A princípio todas estas tabelas podem assustar quem não está tão familiarizado com os termos. No entanto, é só uma questão de se acostumar e procurar materiais de estudo que auxiliem nesse entendimento.


A partir dos dados do balanço, podemos obter uma análise da saúde financeira da empresa. Por exemplo: um indicador utilizado para avaliar a capacidade que uma companhia tem para arcar, a curto prazo, com as dívidas adquiridas é o Índice de Liquidez Corrente (ILC). Esse índice é calculado da seguinte forma:


ILC = Ativo Circulante / Passivo Circulante.


Assim para o exemplo já apresentado da Vale temos que seu ILC em 2017 é de 1,45. Isso significa, de forma simplificada, que a empresa possui R$1,45 para cada um real em dívidas. Ou seja, no curto prazo, a empresa tem a capacidade de pagar suas dívidas “com sobra”.


A partir do Balanço Patrimonial podemos ainda encontrar informações sobre o nível de endividamento da empresa, qual o retorno que a companhia tem sobre seus investimentos, e vários outros indicadores que vão te auxiliar na decisão de se investir ou não na empresa.


Lembramos que as companhias listadas na bolsa de valores tem que divulgar abertamente essas e outras demonstrações contábeis, que ficam sempre disponíveis em seus sites, na parte de Relações com os Investidores.


Abordamos aqui apenas um breve exemplo do que pode ser analisado com essas demonstrações, que oferecem diversas possibilidades de avaliação de uma empresa. Mas, para aproveitar ao máximo as informações e ferramentas diante de você, é essencial buscar conhecimento.




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